Como as pessoas assistiam WWE antes da Fox Sports 2?


Hoje completa 3 anos que temos WWE ao vivo na nossa TV. Graças à Fox Sports, hoje podemos assistir Raw, Smackdown, NXT e muito mais, em ótima qualidade, ao vivo. Bem fácil, né?

Mas nem sempre foi assim…
Houve uma época que não era fácil ser fã de WWE morando no Brasil, então resolvi chamar seis pessoas de gerações diferentes, para contar um pouquinho de como era assistir WWE antes da Fox Sports.


  • Thiago Alves, 19 anos
Thiago, no live event da WWE no Brasil em 2012. Ao fundo, Chris Jericho Vs. CM Punk

Me recordo plenamente do meu primeiro contato com a WWE. Foi logo no primeiro programa deles no SBT, em 2007, liguei a TV depois do meu primo dizer que estava assistindo e que eu iria gostar… A única luta que acompanhei nesse dia foi do RAW, era um Battle Royal de Divas, que se não me engano, foi vencido pela Maria Kanellis.

O mais interessante é que com o passar do tempo, a sucesso do programa foi tamanha que aos sábados eu e meus amigos nos reuníamos as 14h pra começar a jogatina de SmackDown VS Raw até a hora da transmissão começar (que era as 16h). Então, ‘’perdíamos’’ o sábado todo com WWE. Minhas lembranças da época de WWE no SBT além dessas são as comunidades e fóruns que haviam no Orkut, mal participava porque era muito novo e não entendia, mas, me lembro de quando vieram Batista, Khali e Melina pro Brasil.

Foi assim de 2007 a 2009. Em 2010 eu assistia pela FX nos sábados a noite (23h as 23h30, apenas 30min, um highlight do show, praticamente). Eis então que em 2011 começou a ser transmitido com no Esporte Interativo (porém, com uma semana de atraso), mas ai eu logo já comecei a acompanhar pela internet (SDL vive hahaha) e assim até hoje praticamente…

 

Redes sociais do Thiago: Twitter, Instagram


  • João Aranha, 32 anos
João, no Barclays Center, pouco antes do SummerSlam

Salve, povo! Aqui é João Aranha, do Wrestlemaníacos, e estou invadindo este santuário
da zuera do pro wrestling, pra contar um pouco da minha história como fã de luta livre. Sim,
essa história vem lá do final dos anos de 1980 e começo dos anos de 1990, mas não entrarei
nessa caminhada toda. Porém, vale contar uma história (que acredito que só contei uma vez, em
alguns dos ManiaCasts – clássico podcast/livecast do Wrestlemaníacos #voltamaniacast) que
ilustra bem a dificuldade que se tinha de ser fã desse esporte em tempos em que a internet era
limitada a compartilhamento de músicas por e-mail, via FTP.

Quando a Rede Manchete, nos anos de 1990, parou de exibir o SuperCatch, quando o
programa “A Grande Jogada” acabou (um dos primeiros sinais de sua falência), fiquei meio
perdido sobre o que fazer pra ver aquele programa que me fazia ficar vidradona TV. Mesmo
assistindo os programas de luta livre nacional na TV Record, ver a WWF era minha missão.
Cheguei a mandar cartas pra “Revista da TV” do Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, pra ver se
alguém sabia como fazer pra ver a WWF, mas nada! (lembrando que tinha em torno de 11 anos
à época).

Como um milagre, descobri que um amigo de infância estava se mudando pros Estados
Unidos e o único pedido que fiz a ele, no meio de tanta coisa que falavam com ele, foi: “Se você
ver a WWF na TV, grava e me manda, por favor!” Ele riu e disse que faria isso pra mim. Na
hora, achei que tinha sido aquele ‘sim’ só pra não desagradar. Porém, duas semanas depois,
chegou a primeira VHS, com os programas da WWF de duas semanas gravados. Pirei! Desde
então, a cada duas semanas, mais ou menos, recebia um VHS com as gravações, no mesmo
tempo que mandava de volta a outra que já tinha visto. Isso durou muitos anos, até que pude ter
internet a cabo e, com isto, mesmo baixando em .rmvb, era mais rápido do que ter que esperar
feito louco semanas pra poder ver.

 

Redes sociais do Aranha: Twitter, Instagram, Wrestlemaníacos


  • Fábio Peres, 42 anos

Descobri a WWF na década de 90: naquela época a Manchete fazia um programa de esportes aos domingos – chamava-se “A Grande Jogada“, se não me engano. Além de algumas atrações brasileiras, como a Superliga e o futebol americano, o final desse programa era o que mais me agradava: um espaço com uma hora e meia de programação dedicado à luta livre.

Na época esta era a única fonte disponível para a maioria das pessoas, que, num passado não muito remoto, assistiam ao “Gigantes do Ringue” nos sábados à noite. A minha geração assistiu ao PW brasileiro antes do americano – e não tinha opção nenhuma, era assistir o “Supercatch“, ou nada.

Carlos Valadares, que também fizera a apresentação o “Gigantes do Ringue”, e Bob Léo – cujo filho, hoje, toca o barco na BWF. Era uma narração em que se carregava bastante nas tintas, dava para saber de cara que o locutor era “face” e o comentarista era o “heel” – num tempo em que esses termos nem existiam, por sinal.

Ninguém da minha época assistiu a “Attitude Era”, por exemplo. Era um tempo muito rudimentar, aquele – Shawn Michaels era um cara novinho, iniciando com a sua “gimmick”.

 

Redes sociais do Fábio: Twitter


Três caras, de três gerações diferentes, mas com algo em comum: Se apaixonaram pela empresa do Senhor McMahone souberam acompanhar os shows, mesmo não tendo acesso fácil.

Claro que não é demérito para ninguém assistir o Raw na Fox Sports, é muito fácil, tem que assistir mesmo. Mas é legal saber como o pessoal se virava antigamente.

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